Blog Single

A primeira empresa júnior foi fundada em 1967, em Paris, quando os alunos viram a necessidade de pôr em prática todo o conhecimento adquirido em sala de aula. No Brasil, ela já existe há, pelo menos, três décadas, no entanto, só em 2016 é que foi publicada a Lei nº 13.267/16, que trata desse assunto.

Atualmente, somos o país com o maior número de empresas juniores do mundo.

Do ponto de vista legal, a empresa júnior é uma associação civil sem fins lucrativos, a qual deve ser gerenciada por estudantes que estejam matriculados em cursos superiores. Além disso, esse tipo de organização deve contribuir para o desenvolvimento acadêmico dos alunos, capacitando-os para o mercado de trabalho. E é esta a sua importância mor na vida do universitário, pois, o estudante tem a chance de adquirir algo que não se aprende em sala de aula: a prática. O que proporciona que ele se torne um bom profissional em sua área.

Em geral, a entidade precisa ter um estatuto, o qual estabelece a maneira como os estudantes serão selecionados para participar dessa iniciativa. Além disso, a empresa junior só pode realizar atividades que estejam relacionadas ao conteúdo programático do curso, que façam parte das atribuições da profissão em questão, contando com o trabalho voluntário dos alunos, conforme legislação vigente.

As empresas juniores são gerenciadas de maneira autônoma, ou seja, sem ligação com a faculdade. Todavia, precisam ter a supervisão de professores e profissionais especializados na área. No que diz respeito à execução dos trabalhos, a empresa pode tanto desenvolver produtos quanto prestar serviços aos clientes.

Nesse sentido, a associação de alunos pode realizar atividades de assessoramento, consultoria, planejamento e entre outras ações. Também é importante mencionar que os preços cobrados devem ser os praticados no segmento de mercado em questão. Ou seja, a organização precisa realizar uma concorrência leal.

Agora que já demos a definição do que é uma empresa junior, vamos destacar as suas vantagens na vida do estudante:

O incentivo a empresas juniores nas faculdades é de extrema importância para os universitários, já que estas atuam semelhante a laboratórios onde os seus acadêmicos colocam em prática os seus conhecimentos adquiridos em sala de aula.

Ademais, os alunos têm a chance de trocar conhecimento e experiências com seus colegas, o chamado “networking”, que representa essa rede de contatos entre os estudantes potencializando suas oportunidades através da troca de informações e aprendizados.

Dessa maneira, participar dessa instituição agrega vivência profissional e experiência antecipada para lidar com as futuras adversidades presentes no mercado de trabalho, pois a experiência na empresa contribui de forma significativa para estimular o espírito empreendedor nos estudantes, os ensinando a lidar com os desafios do empreendedorismo ainda na fase de formação.

Além disso, esse espaço também é um local para explorar ideias e experimentar novas ações, podendo ser também um ambiente de criação e inovação de tendências. Um dos pontos fortes que os membros adquirem numa Empresa Junior é a liderança e o trabalho em grupo, pois aprendem que um líder não é aquele que delega as atividades e espera que o trabalho saia conforme ele almeja, mas sim aquele parceiro de toda a equipe, participativo em todas as ações realizadas pelos membros.

Outros pontos fortes também durante seu aprendizado são o companheirismo, a proatividade, o profissionalismo, a criatividade e a postura são algumas das muitas competências que um membro adquire durante a sua jornada em uma Empresa Júnior.

Sendo assim, faculdades que buscam esse diferencial proporcionado por uma empresa júnior, aprimoram tanto a capacidade de seus estudantes quanto expandem sua própria imagem. Uma vez que essa entrega profissionais mais capacitados para o mercado, expondo o diferencial de se deter uma empresa júnior atrelada a faculdade, qualificando e preparando melhor seus alunos para o mercado de trabalho.

Portanto as Universidades que investem nessas instituições têm um retorno no que diz respeito à atração de novas parcerias, alunos e clientes, além de uma clara expansão das capacidades de seus alunos os familiarizando com a gestão de empresas e diminuindo a distância entre a academia e o mercado de trabalho.

Trata-se de uma relação em que todas as partes saem beneficiadas: o estudante com o seu desenvolvimento pessoal e profissional, a empresa junior com um crescimento bem sucedido, a faculdade com um diferencial prático e teórico e por fim, o futuro contratante de seus serviços.

Escrito por:

Camile Christine Mendes de Souza;
e Raul Victor Silva Dutra.